quarta-feira, 9 de setembro de 2009

REFLEXÕES BUSCANDO NOVOS CAMINHOS

O texto a seguir é um trecho da fala final do filósofo Luis Fuganti no debate "O Artista e a Rua: Pedagogia do Espectador" realizado em São Paulo pela Cia São Jorge de Variedades. É um texto provocador que divido com todos que pensam a arte. está nos ajudando muito em um momento de necessárias redefinições de caminho enquanto grupo e nos faz pensar na exta função do artista e do grupo de teatro nos dias de hoje.
Das Armadilhas
"Nós vivemos uma espécie de ressaca do humanismo. Eu acho que ou a gente se põe novamente de modo criativo, a gente encontra uma postura criativa e a gente ultrapassa a tutela da forma e aí a gente começa a encontrar a necessidade de qualificar força e de entender que força forte é força generosa, é força produtiva, é força dadivosa e não força violenta, que se apropria, que se apodera ou que cria poder. Nós temos uma idéia completamente equivocada do que é força, do que é potência. E onde há poder é preciso que o impotente o que? É sempre o impotente que quer o poder. Onde há potência o poder não cola. Eu acho que essa é a zona de experiência que nós precisamos começar a instigar, a produzir. Talvez o teatro, assim como as outras artes, tenha aí um papel importante. Mas não como uma função de engajamento. Não como uma intenção de produzir isso, porque voce tem que produzir isso antes em você. Você tem que fazer de si um laboratório. Você tem que entrar em uma zona de intensidade e não de intecionalidade. Talvez a gente tenha que se tornar desimportante. Tenha que quebrar os espelhos. Essa necessidade de existir pelo olhar do outro é constitutiva da sociedade moderna. E nós muitas vezes acreditamos nisso. E, claro, a arte está numa situação difícil porque a arte talvez seja a que menos recebe insvestimento. A que mais precise criar uma espécie de identidade, de instância que seja reconhecida, justamente para captar recursos. Isso é uma pegadinha. Todo o artista que se queixa: "Não temos verba, não somos reconhecidos, nossa arte não sei o quê", deveria imaginar que isso é uma pegadinha. Que a queixa é uma péssima idéia. Só funciona para a gente mesmo entrar na gaiolinha que a gente investe".
Texto extraído da revista SubTexto, revista de teatro do Galpão Cine Horto
Postagem realizada por Bruno Peixoto Cordeiro

1 observações:

Rosângela disse...

Gostei aqui do "observações". E as suas são lúcidas, pertinentes e verdadeiras. É daí para frente. Creia. E com Jesus! Não tem outro. Sem Ele eu não daria um passo siquer. Já quebrei muito a cara. HOje sou totalmente dependente do Espírito Santo. Ele é o Criador da Criatividade.O "outro"... imita... só...


olha a palavrinha:
ansax

Espero que voc~e não esteja dizendo: hã? Saco!